Do PRP de Bruno Reis, Alemão diz que é ‘vermelho’ e votará com Wagner
Por Evilásio Júnior
Foto: Carolina Barreto/ Tudo FM
O vereador Antônio Libânio, o Alemão, surpreendeu, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, por se mostrar contrário ao posicionamento do seu partido na Bahia, o PRP, e proclamar que é “vermelho”. A sigla integra a bancada de oposição na Assembleia Legislativa (AL-BA), com os deputados Adolfo Menezes e Bruno Reis, ligado ao congressista ACM Neto (DEM) – pré-candidato a prefeito de Salvador – e líder do bloco DEM-PRP na Casa. “Eu não vou votar com Bruno Reis. Vou votar com Salvador, a verdade é essa. Se em Salvador o governo tem um trabalho bom com a prefeitura, é claro que estarei aliado a eles. Não a ACM Neto, a Bruno Reis nem a ninguém. Ele é do meu partido, mas eu não tenho compromisso com ele. Não sei se ele é liderança do partido. O que eu sei é que liderança na Câmara de Vereadores sou eu. Não sei se ele tem essa liderança toda dentro do partido para que possa tomar algumas posição (sic)”, disparou. Segundo Alemão, o compromisso já foi firmado com o governador Jaques Wagner e virtual postulante do PT ao Palácio Thomé de Souza. “Eu estive conversando com Nelson Pelegrino e tenho uma sinceridade muito grande com o governador, que tem grande respeito por mim, e irei caminhar sim com o candidato do governador. Já dei minha palavra e não volto atrás. Alemão é vermelho. Na minha eleição, eu usei uma camisa vermelha. Quem é Lula é Alemão, sabe por quê? O Alemão é operário, o Lula foi operário e o Wagner foi operário também”, esbravejou. Apesar da discrepância de ideias com os mandatos parlamentares do PRP na AL-BA, o edil diz que não abandonará a legenda. “Eu vou concorrer à reeleição pelo mesmo partido que eu nasci (sic), porque eu sou contra a mudança de partido”, avaliou. Procurado pelo Bahia Notícias para comentar o assunto, o deputado Bruno Reis lembrou que, em 2010, a sigla se aliou com o candidato a governador do PMDB, Geddel Vieira Lima, e, em 2008, com o prefeiturável ACM Neto. “Para 2012, nós ainda vamos sentar para discutir as alternativas. Há uma predisposição de marcharmos novamente com Neto”, considerou.
