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Marcos Mendes foi processado por Wagner

Por (José Marques)

Foto: Tiago Melo / BN

Ao contrário do que o advogado do PV pontuou, ameaças de Wagner não foram fogo de palha, segundo Mendes

O candidato a governador do PSOL nas eleições de 2010, Marcos Mendes, teve que se apresentar à Justiça duas vezes por ações impetradas pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, após o pleito do ano passado. A resposta do socialista, concedida em entrevista ao Bahia Notícias nesta sexta-feira (8), entra em discordância com a posição do advogado Waldir Santos, secretário de Assuntos Jurídicos do Partido Verde, que baseou-se no caso de Mendes para mostrar descrença na afirmação de que Wagner processaria o deputado estadual Targino Machado (PSC), por tê-lo chamado de “canalha” em entrevista ao programa Acorda Pra Vida da Rede Tudo FM 102.5. O causídico classificou a declaração do governador como um “arroubo imediatista” que, provavelmente, seria esquecida em “duas semanas”. O primeiro processo do Executivo baiano contra o comunista se deu quando ele afirmou, durante a campanha eleitoral, que o estado tinha responsabilidade sobre a derrubada das barracas de praia. Segundo Mendes, a gestão estadual não venceu a causa. O segundo processo, fruto de polêmica na época, aconteceu porque o candidato do PSOL teria criticado a campanha da Secretaria de Segurança Pública contra o crack, cujo slogan era “Crack é cadeia ou caixão”. “Eu disse que crack era cadeia ou caixão porque a campanha é dirigida para meninos pobres ou negros da periferia e que, se fosse o filho dele [de Wagner], seria ressocialização ou reabilitação. Mas um blog de Feira [de Santana], provavelmente para ganhar audiência, disse que eu tinha acusado o governador de ter ligação com o tráfico de drogas”, explicou. Conforme Marcos Mendes, após prestar depoimento à Justiça, o órgão novamente o isentou de qualquer acusação.