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MINISTRO NÃO FOI A MORRO POR CAUSA DE LÚCIO

Por (João Gabriel Galdea / David Mendes)

Foto: Ascom / Divulgação

Barrado no baile, Lúcio não voou para Cairu. Menos mal, já que tem medo de avião

O cancelamento da vinda do ministro Pedro Novais (PMDB) para a solenidade de entrega de obras de urbanização em Morro de São Paulo, em Cairu, na manhã desta terça-feira (6), teria sido motivado pela tentativa do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) de participar do evento, que contou com a presença do governador Jaques Wagner (PT). De acordo com informações de bastidores, obtidas pelo Bahia Notícias, o irmão de Geddel, um dos principais adversários políticos de Wagner, havia ligado para a assessoria do ministro e correligionário para saber da possibilidade de embarcar para a Costa do Dendê no mesmo avião de Novais e participar da entrega de obras. Receosos de que a participação de Lúcio gerasse um mal estar com o governador, a equipe de Novais teria ligado para a assessoria do petista e perguntado se haveria problema em ter a presença do deputado no local. A resposta foi “sim” e o ministro resolveu cancelar a vinda à Bahia. Quem o representou na cerimônia foi o secretário executivo da pasta, Neusvaldo Ferreira Lima, que disse ao Bahia Notícias ter sido proibido por Novais de dar entrevista. O prefeito de Cairu, Hildécio Meireles, também é do PMDB.

Lúcio classificou ato como "mesquinho" - O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) lamentou, nesta terça-feira (6), o que considerou “ato mesquinho e antirepublicano”, em referência à atitude atribuída a prepostos do governador Jaques Wagner que resultou no cancelamento da vinda do ministro do Turismo, Pedro Novais, para a solenidade de entrega de obras de urbanização em Morro de São Paulo, no município de Cairu. A desistência do chefe da pasta, que mandou um representante à Bahia, teria sido motivada pelo fato de Lúcio, “persona non grata” para a comitiva do governador, ter sido convidado (na versão do parlamentar) para acompanhar Novais no evento. “O ministro me ligou, me convidou e me disse que fazia questão de minha presença, juntamente com o prefeito de Cairu, que é do PMDB. Fico feliz que o governador reconheça em mim a força que eu nem imaginava que tinha de cancelar a vinda de um ministro de Estado porque fazia questão da minha presença”, afirmou. Em entrevista ao Bahia Notícias, o peemedebista afirmou que não precisa de autorização de ninguém para circular pelo estado e mandou recado: “Ele (Jaques Wagner) pode ir se acostumando com isso, porque onde estiver prefeito do PMDB no interior, e o ministro vier, eu estarei lá". E provocou: "Depois ele se zanga quando comparam ele ao ‘cabeça branca’. Ele está muito parecido. Mas deve ser o poder que está inebriando”.