CIA e MI-6 podem ter colaborado com Kadafi

A ex-secretária americana Condoleezza Rice e Kadafi em Trípoli, em setembro de 2008
Documentos encontrados em um escritório abandonado na Líbia indicam uma estreita relação da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) e do MI-6, do Reino Unido, com o regime de Muamar Kadafi. Segundo reportagem do jornal New York Times (NYT), a colaboração de agências de inteligência de diversos países com o regime do ditador era pública desde que ele abandonou seu plano de construção de armas não convencionais, em 2004. Mas os documentos achados agora indicam que a cooperação era muito mais extensa. O governo americano chegou a enviar suspeitos de terrorismo à Líbia pelo menos oito vezes para a realização de interrogatórios, mesmo sabendo do retrospecto negativo do país em relação à prática de tortura. Ainda de acordo com a reportagem do NYT, a agência de inteligência britânica fazia rastreamento de números de telefone para os líbios. Há ainda entre os papéis uma aparente proposta de discurso escrita por americanos para Kadafi na época da renúncia à fabricação de armas não convencionais. Os documentos foram encontrados na sexta-feira em Trípoli por jornalistas e por representantes da ONG Human Rights Watch. Informações das Agências.