Saidinha: Vítimas querem responsabilizar bancos
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No caso Perrone, bandido passou 40 minutos dentro do banco e usou o celular
Vítimas da prática criminosa conhecida como “saidinha bancária” estão entrando com ações nos juizados cíveis e de defesa do consumidor para responsabilizar as instituições financeiras pelos danos materiais e morais sofridos pela ação dos bandidos. O advogado do baterista da banda Estakazero, Rodrigo Chiprauski, explica que no caso do seu cliente, Paulo César Perrone, as imagens do circuito interno de câmeras da agência onde ele sacou o dinheiro antes de sofrer o assalto e ser baleado na cabeça, revelaram que um dos bandidos permaneceu por mais de 40 minutos em um assento disponível para idosos e descumpriu uma lei municipal, que proíbe o uso de celulares e similares em estabelecimentos bancários. “O ponto onde o bandido estava tinha uma vista privilegiada para os caixas. Mas como é que pode um marmanjo forte ficar sentado no local de idosos por mais de 40 minutos, usar celular e ter um monte de idosos em pé? A inércia dos funcionários do banco foi absurda”, afirmou em entrevista ao Jornal A Tarde. No começo da semana, o jurista entrou com uma ação de obrigação de fazer na 21ª Vara Cível pedindo que o Hospital Jorge Valente atenda o músico, que estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE); e o Bradesco e o plano de saúde da Associação dos Servidores Fiscais da Bahia (Asfeb) arquem com os custos do seu tratamento.