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Polícia põe fim à farra das xerox em faculdades

A cultura de tirar fotocópias de parte ou de toda a obra de autores que são de uso recorrente nos cursos de ensino superior, em boa parte das vezes estimulada pelos próprios professores, foi alvo de ação da Polícia Civil baiana. Nesta terça-feira (30), após denúncia da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), quatro agentes da delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) vistoriaram quatro faculdades da capital baiana. Na gráfica do campus da Federação da Universidade Católica do Salvador (Ucsal), os agentes apreenderam 100 livros. Outros 50 foram encontrados nas Faculdades de Tecnologia e Ciências (FTC) e na Ruy Barbosa. No Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), as versões originais sequer existiam – cerca de 90 mil obras estavam digitalizadas, em PDF, prontas para a impressão. A cópia de um livro sem autorização do autor é crime com pena prevista de 2 a 4 anos para quem obtém lucro com as obras. Todo o material apreendido foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT). As provas serão encaminhadas ao Ministério Público Estadual (MP-BA) para a abertura de inquérito criminal.