
Membros do Sindicato dos Comerciários de Salvador, em contato com o Bahia Notícias nesta segunda-feira (29), denunciaram a compra de um terreno em Lauro de Freitas sem a aprovação da maioria dos membros da diretoria da entidade. Segundo as fontes, que preferiram não se identificar por medo de represálias, a área de 80 mil m² custou cerca de R$ 1 milhão e abrigará as instalações da futura àrea de lazer dos trabalhadores soteropolitanos do setor. Outro problema apontado é que o espaço fica em uma área bastante íngreme e de difícil acesso, com cerca de 3 km de estrada de terra, o que não justificaria o valor, já que a área não é valorizada pela especulação imobiliária. Ainda segundo os denunciantes, a empresa que vendeu o terreno pertence ao irmão de um dos membros da diretoria responsável pela compra. O negócio foi acertado com a entrega de um cheque no valor de R$ 500 mil e o restante dividido em seis vezes. Na próxima quarta (31), os 50 integrantes devem se reunir para discutir o assunto. (Diretor do sindicato nega irregularidade).
O tesoureiro do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Renato Eziquiel, negou nesta segunda-feira (29), em entrevista ao Bahia Notícias, que houve irregularidade na aquisição de um terreno para a construção de um espaço de lazer para os comerciários da capital baiana (ver nota). De acordo com o dirigente, o martelo foi batido com a aprovação da maioria dos membros da diretoria, composta por 50 sindicalistas. Ainda segundo Ezequiel, antes de fechar o negócio, uma comissão foi criada para realizar um levantamento das possíveis áreas. “Buscamos vários terrenos na cidade e achamos melhor fechar esse acordo”, afirmou. Já sobre a escolha da vizinha Lauro de Freitas para abrigar os trabalhadores soteropolitanos, o sindicalista informou que a capital não tem mais terrenos para construção deste tipo de empreendimento. “Em Salvador, o metro quadrado hoje custa R$ 200 e você só encontra um de dez a 20 mil metros quadrados. Compramos um de 80 mil por R$ 14 o metro quadrado”, justificou. O tesoureiro garantiu ainda que a compra não foi feita de qualquer forma e voltou a garantir a legalidade do processo. “A transparência existe e de forma legal. As pessoas, inclusive, podem visitar o local. Eu não vejo por que essa interferência. Isso parte de uma meia dúzia de insatisfeitos”, criticou.