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CARNAVAL: ENTIDADES QUEREM MUDAR CONSELHO

Por (João Gabriel Galdea)

Fotos: Tiago Melo / Bahia Notícias

Advogado Otto Pipolo apresenta manifesto apoiado por 136 agremiações carnavalescas

Em visita à redação do Bahia Notícias, nesta sexta-feira (19), sete representantes de entidades carnavalescas entregaram um documento de sistematização de propostas para alterações na organização do Carnaval de Salvador, já para a partir do ano que vem. Legalmente representados pelo advogado Otto Pipolo, também presidente da Associação dos Blocos da capital, o grupo de dirigentes defendeu mudanças no Conselho Municipal de Carnaval, entre as quais, a ampliação do número de entidades que dele fazem parte. “Precisamos equilibrar as forças e implantar um discurso mais democrático para discutir o Carnaval em Salvador, que atualmente encontra-se na UTI”, declarou Pipolo. Segundo o causídico, o Conselho se transformou em “um colegiado burocrático, onde se valoriza o privado em detrimento do público”. Os ataques são direcionados ao atual presidente do Conselho, Fernando Boulhosa, que não foi encontrado pela reportagem para comentar as críticas. Segundo Pipolo, o dirigente do colegiado pretende se perpetuar no comando. “Atualmente somente três entidades decidem como é o Carnaval. Não há dúvidas que o Conselho deve ser ampliado e que deve haver alternância de poder”, disparou. Chancelaram as declarações do advogado: Jorginho Comancheiro, presidente do Comanche (bloco indígena); Roberto Santos, dirigente da Associação dos Blocos Afros; Lomanto, presidente da União dos Blocos Afros e do bloco As Quengas; Albri Anunciação, do alternativo Tô Ligado; Luis Carlos Bitencourt, representante do trio elétrico Tocantins; Nadinho do Congo, presidente da Federação Nacional dos Afoxés; Waldemar Sandes Novaes, dirigente da Associação Baiana de Trios Independentes (ABTI) e Reginaldo Santos, representante da Associação dos Blocos de Salvador.


Representantes de sete grupos de Carnaval vieram à redação do BN cobrar providências