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Carnaval: Grupo pede direito de arena e imagem

O documento de sistematização de propostas para mudanças no Carnaval de Salvador, apresentado por dirigentes de diversas entidades carnavalescas (ver nota) e assinado por todos os vereadores da capital, pretende estabelecer, finalmente, os direitos de arena e imagem nos circuitos da folia. De acordo com as agremiações, para que esta reivindicação se torne realidade, basta que a Lei Municipal 4.867, de 1994, seja regulamentada. “Essa lei estabelece o percentual a ser pago por todos os camarotes, arquibancadas e mesas de pista, públicos e privados, que se beneficiam com os desfiles das entidades carnavalescas e lucram com a venda de ingressos, captação de patrocínios, transmissão de imagens e oferecimento de serviços, sem darem qualquer contrapartida para os autores do espetáculo”, justifica o manifesto. Para o advogado Otto Pípolo, é injusto, por exemplo, um camarote explorar quem passa nos trios e não pagar nada por isso. “As entidades culturais e populares não concordam que as imagens dos seus trabalhos artísticos sejam exploradas sem contrapartida”, defende. As organizações carnavalescas sugerem também que a Saltur [órgão executor do carnaval] venda a transmissão da maior festa popular do planeta para uma só emissora (nacional ou internacional), como já é feito em outros locais. Dessa forma, sugerem, o dinheiro captado com o direito de transmitir a festa seria então repartido com todas as entidades que desfilam nos circuitos.