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Além da Zara, 35 marcas são investigadas pelo MTE

Foto: Divulgação/ MPT
 
Costureiras trabalhavam em regime de subescravidão para fábrica que vendia para marcas como Zara, Ecko e Billabong

Sob o rastro da investigação de subutilização de mão-de-obra pela Zara, 35 empresas do varejo de moda são suspeitas de utilizar trabalho irregular, de acordo com informações da Folha. Desse total, há 20 grandes marcas e 15 lojas do Brás e do Bom Retiro, bairros da região central de São Paulo. Conforme o auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Luís Alexandre de Faria, a base das suspeitas são os métodos semelhantes de fluxo de mercadorias. Segundo o auditor, os nomes não podem ser revelados para não atrapalhar as investigações. "Temos de realizar as operações aos poucos porque não temos condições humanas de ir a todos os locais ao mesmo tempo", disse ele. No ateliê em que foram apreendidas peças da Zara, no interior de São Paulo, a fiscalização também encontrou etiquetas da Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d'Água e Tyrol. A diligência feita no local localizou metade das peças era destinadas à Zara, e o restante, às demais marcas.  Procuradas, as seis empresas negaram as acusações. Os representantes do grupo detentor da marca Zara declararam que irão rever todo o sistema de produção de seus fornecedores no Brasil.