JALECO BRANCO: MODUS OPERANDI
De acordo com a Polícia Federal, embora as empresas envolvidas no esquema de fraudes tenham representação em outros Estados do Nordeste, as investigações ocorreram apenas na Bahia, o que - segundo a PF - não descarta a possibilidade de atuação criminosa em outras unidades da Federação. Na Bahia, a quadrilha atuava num esquema de fraudes em licitações públicas do governo do Estado e da Prefeitura de Salvador. A PF sustenta que a quadrilha usava sempre o mesmo modus operandi. O mesmo grupo de empresas participava sozinho das licitações, o que resultou num quase que completo domínio dos serviços públicos no Estado, tanto na área de segurança, como em vigilância, jardinagem, serviços gerais, manutenção, etc. De acordo com a PF, as fraudes envolvem a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), Secretaria Municipal da Administração (Sead), UFBA, INSS e a Receita Federal.