Agricultura: FGV usada para fraudar licitação

Documentos falsos em nome da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com assinaturas forjadas, foram utilizados para fraudar uma licitação do Ministério da Agricultura. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a fundação mantenedora da PUC de São Paulo foi quem utilizou o artifício ilegal para vencer a disputa. Em agosto do ano passado, a Fundação São Paulo (Fundasp) ganhou um contrato de R$ 9,1 milhões com o ministério para treinar seus funcionários. O lobista Júlio Fróes, que tinha acesso ao ministério na gestão de Wagner Rossi, foi acusado de distribuir propina a funcionários após assegurar o contrato para a Fundasp. A fundação nega que o lobista a representasse. O funcionário público Israel Batista, ex-chefe da comissão de licitações do ministério, disse à Polícia Federal que Fróes acompanhou todas as etapas da licitação e apresentou todos os documentos do processo. A proposta entregue em nome da FGV é assinada pelo coordenador de programas de educação continuada da FGV, Antonio Dal Fabbro, mas ele afirma não reconhecer a assinatura.