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Advogado de Cavalcanti contesta ação da PF

Por (José Marques)

Foto: Rafael Albuquerque / BN

Föppel: "Há um exagero nas informações passadas à mídia"

O advogado do empresário Paulo Cavalcanti – investigado pela Operação Alquimia da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (17), com 31 mandatos de prisão cautelar e 129 de busca e apreensão –, Gammil Föppel, conversou com o Bahia Notícias sobre possíveis medidas contra o seu cliente e como deve, em princípio, atuar no caso. Cavalcanti está em viagem ao exterior. “Ainda não falo de defesa, porque não existe nem uma acusação”, pontuou. Ele contesta o motivo das apreensões só começarem a ser efetuadas dez anos após o início das investigações. “Existe um inquérito iniciado em 2001 que investiga desde a década de 90, daí a falta de necessidade das medidas de força aplicadas. Então, antes de tudo, tentaremos revertê-las antes de tomarmos qualquer medida”, explicou Föppel. O causídico contesta que haja uma sonegação de R$ 1 bilhão, como divulgado pela PF. “Há um exagero nas informações passadas à mídia. Esse valor não consta em nenhum inquérito”, disse. Questionado se pretende entrar com um habeas corpus para não deixar Cavalcanti ser preso preventivamente, ele não nega, nem confirma. "Estamos analisando isso”, declarou.