Foto: Evilásio Júnior/ Bahia Notícias
Dailton Filho, em visita ao BN, acusa desembargadora Daisy Lago de ilegalidade
O vereador Dailton Filho (DEM), que não ficou sequer 24h úteis no poder em Madre de Deus [foi empossado prefeito na sexta-feira (12) e retirado na segunda (15)], acionará o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta quarta (17), para tentar reverter o despacho da desembargadora Daisy Lago Ribeiro Coelho, que colocou o mandato nas mãos de Jeferson Andrade (PR). Os edis travam uma longa batalha pela presidência da Câmara Municipal da cidade metropolitana, o que, com a cassação da prefeita Eranita Oliveira (PMDB),elevaria ainda o chefe do Legislativo ao posto de alcaide. Nesta terça (16), o democrata se dirigiu ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e entregou farta documentação a 33 desembargadores para questionar o ato que o retirou do comando.
De acordo com o entendimento de Dailton Filho (DEM), a magistrada que expediu a determinação de posse do seu adversário, Jeferson Andrade (PR), não poderia julgar o processo, pois havia um pedido de suspeição contra ela. Conforme o vereador democrata, que se diz “injustiçado”, Daisy Lago, em sua decisão, determinou que a polícia o retirasse do prédio da prefeitura de forma ilegal. “Aquilo não é uma sentença. É um despacho com cara de sentença. Ela passou por cima de três decisões de mérito e um mandado de segurança sem uma colocação sequer de qualquer artigo. É uma ordem. Não é porque ela é desembargadora que pode dar uma canetada para destruir a vida dos outros. É um escândalo nacional. Me senti como um feto arrancado a fórceps”, retratou, em visita à redação do Bahia Notícias.
O vereador Dailton Filho (DEM) acredita que, apesar de buscar instâncias superiores, a “novela” da disputa pelo poder contra Jeferson Andrade (PR) em Madre de Deus vai demorar a acabar. “Só espero encontrar um magistrado que tenha bom senso e use a Lei. Vou até as últimas consequências”, alertou. Dailton tenta agendar um encontro com a ministra baiana Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para a próxima quinta (18), com a esperança de que ela possa interceder no caso. Independentemente do desfecho do folhetim, o democrata já revelou ao BN que, se tiver apoio, tentará ser prefeito pelas vias normais, nas eleições de 2012. “Se eu dissesse que não, estaria mentindo. Minha vontade é poder concorrer em um consenso de grupo. Vamos fazer pesquisa e avaliação da comunidade”, avisou.