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Ministro usou jato de empresa de agronegócios

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e um de seus filhos, o deputado estadual paulista Baleia Rossi (PMDB), usaram um jatinho executivo pertencente à empresa Ourofino Agronegócios para viagens particulares. O jornal Correio Braziliense atestou que o faturamento da empresa cresceu 81% depois que a empresa foi incluída como fornecedora de vacinas para a campanha contra a febre aftosa, em novembro de 2010. Em nota divulgada à imprensa, Rossi admitiu que “em raras ocasiões” utilizou “como carona o avião citado na reportagem” e disse que o processo para a Ourofino produzir medicamento contra aftosa teve início em 2006, antes da entrada dele na pasta. O titular diz que, ao longo de quatro anos, foram “cumpridos rigorosamente” os procedimentos técnicos que levaram à autorização para fabricação do produto. Rossi disse ainda que, além da Ourofino, outras empresas também receberam licenças do governo durante a gestão dele. Até 2009, informou, apenas seis marcas, sendo cinco internacionais, tinham autorização do governo para produzir e vender vacinas contra febre aftosa no Brasil. “A decisão, técnica, teve como objetivo abrir o mercado”, assegura.