Colbert: PF forçou sua exposição de algemas
O secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, que está afastado do cargo, reclamou do tratamento dispensado pela Polícia Federal na Operação Voucher, que lhe levou preso para o presídio de Macapá, por suposto envolvimento em um esquema de corrupção no Ministério da Agricultura. Ele foi fotografado algemado enquanto era conduzido à unidade prisional e as fotos do seu cadastro sem camisa com numerações de identificação foram vazadas à imprensa. “Diziam (os agentes) que era uma questão padrão, mas havia quatro pessoas com mais de 60 anos (entre os presos), duas das quais em tratamento de câncer. Se for padrão, precisa ser repensado esse tipo de violência coercitiva”, lamentou, em entrevista à Rádio Princesa FM. Ele disse ter ido preso à carceragem da Polícia Federal de Macapá para responder 18 perguntas "que poderiam ser feitas em qualquer lugar". Colbert insinuou que a PF forçou a sua aparição pública algemado para que fosse fotografado. Ele conta ter sido preso sem o uso das algemas em evento que participava em São Paulo, conduzido à Superintendência da PF e algemado apenas no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde decolou rumo a Brasília para uma conexão até Macapá. "Desceu-se em Brasília, não era necessário sair do avião, forçou-se a descida, forçou-se a subida e, ao chegar em Macapá, eles retiram as algemas”, relatou. Colbert nega envolvimento no esquema e disse ter assinado a autorização de pagamento fraudulenta porque não havia recomendação contrária.