Colbert não deverá ser denunciado pelo MPF-AP
Ao menos 15 pessoas presas pela Polícia Federal na Operação Voucher, suspeitas de envolvimento em desvio de verbas do Ministério do Turismo para capacitação de profissionais no Amapá, devem ser denunciadas à Justiça pelo Ministério Público Federal do estado por crimes como formação de quadrilha e peculato, de acordo com informações do G1. Entre os 16 presos preventivamente no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá, apenas o ex-deputado federal Colbert Martins (PMDB-BA), atual secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, levantou dúvidas ao MPF sobre o indício de culpa na esfera criminal. No entanto, todos os 16, inclusive Colbert, devem responder na esfera civil, por improbidade administrativa. O ex-deputado é citado no inquérito da PF por ter assinado um dos quatro repasses de recursos do Ministério do Turismo para o Instituto de Desenvolvimento e Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). O Ministério Público Federal analisa se Colbert foi omisso ao liberar os recursos sem confirmar a veracidade de um laudo que informava que o serviço estava sendo executado. Já os que foram presos temporariamente em São Paulo, Brasília e Macapá não devem ser denunciados por crimes, também deverão responder na área civil por improbidade administrativa.