Marta Rodrigues não conversou com colegas petistas sobre candidatura: ‘Não cabe a mim’
Por Guilherme Ferreira / Rebeca Menezes
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias
Candidata à presidência da Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) teve apenas alguns dias para debater a questão na Casa, tanto que nem chegou a falar com os colegas de partido e de ofício. Informações de bastidores apontam que Suíca (PT) e Moisés Costa (PT) haviam decidido apoiar Léo Prates (DEM), mas uma resolução do Diretório Municipal da legenda decidiu por uma candidatura petista. O manifesto, porém, só foi divulgado no último dia 29, mais de um mês após Prates iniciar a discussão sobre o cargo. Questionada se chegou a falar com os colegas petistas sobre o apoio ao seu nome, Marta disse que não. “Quem está fazendo esse debate é o partido. Como foi o partido que tirou a resolução, é ele que faz essas tratativas. Então não cabe a mim, como colega também, estar nesse debate”, alegou. Nesta segunda (2), quando ocorre a votação, Marta deve pedir uma questão de ordem para encaminhar o registro de sua candidatura. “Já apresentamos o nosso manifesto, foi construído por muitas mãos, muitos companheiros valorosos, que sabem da importância. Esta casa nunca teve uma mulher presidenta, ainda mais uma mulher negra. Então é neste contexto que nós estamos vindo com o nosso nome. E cumprindo também uma resolução partidária. Porque resolução a gente não discute, a gente cumpre. Como o partido aprovou, na sua instância maior, então nós temos que cumprir. E eu estou fazendo isso”, explicou.
