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Mineradores de Caetité pedem reparação pela contaminação por urânio

Mineradores de Caetité pedem reparação pela contaminação por urânio
Foto: Reprodução / Sindmine
A fim de garantir o ressarcimento dos danos morais, existenciais e materiais sofridos pelos trabalhadores, o Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião (Sindmine) entrou com uma ação civil pública contra a estatal federal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Eles pedem a implementação de assistência médica integral e reparações aos trabalhadores e ex-trabalhadores, incluindo os terceirizados, expostos à contaminação por substâncias radioativas na extração de urânio em Caetité, no sertão da Bahia. "Durante as etapas do processo produtivo, os trabalhadores encontram-se submetidos a condições laborais que facilitam o contato com a radiação ionizante e com os produtos químicos utilizados no beneficiamento do urânio, colocando-os em risco de contrair doenças relacionadas a essa exposição", explica Pedro Mahin, sócio do escritório que representa o sindicato na ação. No passado, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação – parcialmente atendida – que determinou uma série de alterações da Unidade de Concentração de Urânio (URA) para eliminação de irregularidades. Mas trabalhadores e ex-trabalhadores ainda lutam pela concessão de assistência médica integral e indenizações. "Em 2015, vieram à tona laudos técnicos da empresa que comprovam o alto teor de urânio existente nos lençóis freáticos do local", contou o advogado. As amostras coletadas na fazenda Lagoa Real apontavam uma quantidade quatro vezes superior ao limite permitido para consumo humano, segundo dados da Organização Mundia de Saúde (OMS) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).