Câmara de Feira ameaça ir à Justiça contra Bacelar por fala sobre compra de votos
Por Redação
O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima (União), afirmou nesta terça-feira (13) que irá entrar com uma ação na Justiça contra o vereador Deyvid Bacelar (PT) por acusações de crime eleitoral feitas pelo político na semana passada. A decisão vem em resposta a falas feitas por Bacelar em um podcast, apontando que um membro da Câmara do município do Portal do Sertão teria oferecido 1.500 votos em troca de R$ 300 mil durante a pré-campanha.
Em entrevista ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias no município, o chefe da Casa do Povo saiu em defesa dos parlamentares que, segundo ele, foram eleitos democraticamente para representar a população feirense. Estamos aqui em defesa desta instituição, que vai fazer 200 anos, e não vamos deixar nenhum tipo de pessoa querer manipular e manchar a imagem da Câmara Municipal”, declarou o político do União.
O político ainda questionou a falta de nomes e de provas nas acusações do petista. "O procurador já está elaborando uma minuta para que ele possa responder quem foi esse vereador, de que forma foi e provar que houve crime eleitoral", completou o líder da Câmara Municipal de Feira de Santana. A fala foi reforçada pelo vereador José Carneiro, que afirmou que a fala de Bacelar coloca todos os parlamentares de Feira em condição de suspeição.
A ENTREVISTA
O caso remonta à participação do vereador Deyvid Bacelar no podcast Top News, em que afirmou que um suposto acordo da compra de 1.500 votos por R$ 300 mil teria sido oferecido a ele durante um café da manhã com um vereador do município. “Eu não vou citar o nome dele, mas, num café da manhã, em cinco minutos, ele nem proseou direito, nem teve o cuidado de vender o peixe dele", afirmou o petista.
Bacelar ainda contou que a cifra garantiria cerca de 1.500 votos de moradores de um bairro de Feira de Santana em sua disputa por uma cadeira na Câmara Baixa em Brasília. Deyvid não citou o nome do político ou do bairro em questão. O candidato fez 54.793 votos no pleito pela vaga de deputado federal pela Bahia e figura como suplente pelo PT.
