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Praia do Forte registra seis arrombamentos a lojas em duas semanas

Praia do Forte registra seis arrombamentos a lojas em duas semanas
Loja de roupas foi um dos alvos da ação | Foto: Evandro Veiga/ Correio
Em duas semanas, seis lojas foram arrombadas em Praia do Forte, distrito do município de Mata de São João. De acordo com o Correio, os arrombamentos ocorrem de modo semelhante: o invasor entra pelo telhado, desliga câmeras ou disjuntores e leva o que lhe interessa. Em uma madrugada, por exemplo, três estabelecimentos foram alvo do ataque: o restaurante Taverna Paradiso, a loja de roupas masculinas South e uma assistência técnica de TV a cabo. "Na hora de sair, ele não conseguiu subir. Pegou uma tesoura e cortou o silicone que prendia o vidro da vitrine e saiu pela frente", relatou a vendedora da South, Carlisiane Alcântara. O criminoso levou 30 peças de roupas - a mais barata a R$ 75 -, uma mochila de R$ 200 e R$ 200 que estavam no caixa. Uma joalheria vizinha aos estabelecimentos também foi alvo da ação, segundo o jornal, com prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil. O delegado de Mata do São João não foi encontrado para comentar o assunto. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o policiamento na região é de responsabilidade da 53ª CIPM, que faz rondas diuturnamente com viaturas e policiamento ostensivo a pé e em quadriciclos. Há também operação policial em curso na cidade, como a Corredor Ostensivo Litoral Norte. A sensação de violência é semelhante em Arembepe, localidade de Camaçari, no Litoral Norte, que já percebe os reflexos no comércio. "A maioria dos bares e restaurantes fecha às 21h porque ninguém quer arriscar", disse o proprietário de um bar na área central da localidade. Assaltos a turistas são comuns, mas moradores também não são poupados, de acordo com uma moradora. Nem mesmo a Aldeia Hippie, separada do centro por uma estrada. "Os turistas vêm de longe e acham que aqui é tudo harmonioso, mas acabam se arrependendo depois. A turma que rouba é da invasão chamada Sangradouro, que cresce ao redor da aldeia", explicou outra moradora. A prefeitura de Camaçari informou que não há registro de queda no turismo local por causa da violência, mas pela crise econômica e a baixa estação. A polícia avalia que a situação está estabilizada. "O único homicídio registrado neste ano em Arembepe foi o caso de um homem que matou uma mulher, e três tentantivas de homicídio", avaliou a delegada titular da 26ª Delegacia, Daniele Monteiro. O major Adriano Carvalho, da 59ª CIPM, diss que os relatos de violência não sou poucos, mas está controlado. "Já tivemos momentos complicados no ano passado. A quadrilha que atua aqui, a maioria está presa ou morreu em confronto com a polícia. Um ou outro que está solto", revelou.