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Professores de Feira de Santana anunciam paralisação e cobram cumprimento de acordo judicial

Por Redação

Professores de Feira de Santana anunciam paralisação e cobram cumprimento de acordo judicial
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Os professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana aprovaram por unanimidade uma paralisação na próxima segunda-feira (20). A decisão foi tomada durante assembleia promovida pela APLB Sindicato Delegacia Sertaneja, realizada nesta quinta-feira (16).

 

Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a presidente da APLB Feira, Marlede Oliveira, afirmou que o objetivo do ato é cobrar o cumprimento da pauta de reivindicações firmada com a prefeitura em agosto do ano passado e homologada pela Justiça em outubro do mesmo ano.

 

Segundo ela, diversos pontos do acordo permanecem sem execução. Os docentes também pedem mais profissionais nas escolas. De acordo com o sindicato, a mobilização terá início às 8h, com concentração em frente à sede da entidade, localizada na Rua Barão de Cotegipe, no Centro de Feira de Santana.

 

No local será realizada uma edição do projeto Café com Educação, em formato de aula pública. Em seguida, os participantes farão uma caminhada pelas ruas da cidade.

 

Em carta aberta à comunidade, a APLB apontou os seguintes motivos para paralisar as atividades:
Falta de professores em diversas unidades escolares, comprometendo o ensino e aumentando a sobrecarga dos profissionais em atividade;
Deficiência no número de cuidadores, prejudicando o atendimento de estudantes que necessitam de acompanhamento;
Necessidade de fortalecimento das políticas de inclusão, com garantia de estrutura, profissionais e condições adequadas para os alunos;
Descumprimento, pela Prefeitura, de itens previstos no acordo judicial firmado em agosto e homologado pela Justiça em outubro de 2025.
Reivindicações salariais
 

Ainda segundo Marlede Oliveira, o governo municipal informou que um novo reajuste salarial seria concedido em dezembro, mas ainda não apresentou o percentual previsto.

 

A dirigente sindical também afirmou que o município não recompôs as diferenças salariais relacionadas aos níveis de titulação dos professores, conforme reivindicação da categoria.