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MP espera cumprimento de acordo para volta de 'Guerra de Espadas' em cidade baiana

Por Francis Juliano

MP espera cumprimento de acordo para volta de 'Guerra de Espadas' em cidade baiana
Foto: Reprodução / TV São Francisco

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) informou nesta quinta-feira (18) que a aguarda o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a liberação do retorno da tradicional Guerra de Espadas em Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru.

 

Em dezembro do ano passado, a Promotoria local e a Associação Cultural dos Espadeiros do município estabeleceram um acordo. A realização do evento deve ser condicionada a duas obrigações. As espadas usadas terão de ter certificação do Exército.

 

O local específico, denominado de espadódromo, deverá ser isolado e obedecer a critérios que garantam distância segura de hospitais, escolas, residências e postos de combustíveis. Uma área destinada à prática da manifestação cultural passa por processo de vistoria e adequação.

 

Ainda segundo o MP-BA, a prefeitura será responsável por garantir o isolamento do perímetro do evento por meio de barreiras de concreto ou grades de proteção. Também deverá assegurar a instalação de iluminação de emergência, rotas de fuga sinalizadas, equipes de brigadistas, pontos de primeiros socorros e o funcionamento de unidades de saúde em regime de alerta durante a realização da festa.

 

Caso haja descumprimento de qualquer cláusula, o fato pode resultar em multa diária de R$ 20 mil à prefeitura ou à Associação Cultural dos Espadeiros de Senhor do Bonfim. Além do parquet, as medidas são acompanhadas pela prefeitura de Senhor do Bonfim, Corpo de Bombeiros e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), com o objetivo de conciliar a preservação da tradição cultural com a segurança dos participantes e da população.

 

As guerras de espadas seguem proibidas pela Justiça da Bahia desde 2017 após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Até o momento, Senhor do Bonfim é o único município com acordo previsto com o MP-BA com o objetivo de retomar a prática tida como expressão cultural da cidade.