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Prédio do INSS em Feira de Santana é ocupado por grupo em situação de vulnerabilidade

Por Redação

Prédio do INSS em Feira de Santana é ocupado por grupo em situação de vulnerabilidade
Fotos: Reprodução / Acorda Cidade

Cerca de 100 famílias em situação de vulnerabilidade social entraram, no último sábado (2), no antigo edifício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na Rua Sales Barbosa, no centro de Feira de Santana, no interior da Bahia. O imóvel de sete andares pertence à União e, atualmente, é objeto de interesse de movimentos sociais e da gestão municipal.

 

A ação é coordenada pela Frente Nacional de Luta (FNL) Campo e Cidade. De acordo com o coordenador do movimento, Adilson Silva, o objetivo é solicitar que o prédio seja integrado ao programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida.


Em entrevista ao portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, Silva diz que a maioria das famílias (cerca de 95%) reside em distritos e bairros periféricos do município. "Feira de Santana possui muitas pessoas em estado de vulnerabilidade que relatam dificuldade em arcar com aluguéis de até R$ 600 com a renda de um salário mínimo", afirmou o coordenador.

 

O movimento informou que o grupo presente no local inclui idosos e crianças. Uma avaliação da estrutura foi solicitada por técnicos ligados à FNL para mapear as condições do imóvel que, segundo o coordenador, necessita de reparos devido ao período em que permaneceu fechado.

 

Quanto aos documentos públicos armazenados no local, Silva declarou que houve uma orientação para que os acessos a áreas restritas fossem evitados. "Sabemos que os documentos são de responsabilidade do governo", disse.

 

O destino do prédio é discutido desde 2025, quando o prefeito José Ronaldo de Carvalho (União) manifestou o interesse em transferir secretarias municipais para o local, visando centralizar a administração pública. Na época, a prefeitura formalizou o pedido junto ao INSS.

 

O edifício serviu como sede da Gerência-Executiva do órgão até 2010. A transferência das atividades para a Avenida Getúlio Vargas ocorreu, segundo o instituto, em razão da necessidade de instalações que atendessem às normas vigentes de segurança e acessibilidade, o que demandaria altos custos de adequação na estrutura antiga.

 

Em nota oficial, o INSS esclareceu que o edifício abriga parte do Centro de Documentação Previdenciária (CedocPrev) e não está inativo, servindo para a guarda de processos administrativos físicos.

 

A autarquia federal informou ainda que a Procuradoria Federal Especializada já foi acionada para a adoção de medidas judiciais visando a reintegração de posse, com o objetivo de preservar o patrimônio público e o acervo documental no imóvel.