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Justiça obriga prefeitura de Feira a adotar medidas contra maus-tratos a cavalos

Por Redação

Justiça obriga prefeitura de Feira a adotar medidas contra maus-tratos a cavalos
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou que o Município de Feira de Santana adote medidas imediatas para combater maus-tratos a cavalos utilizados como força de tração animal. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, as ações devem ser feitas no prazo de até 180 dias e em caso de desobediência a gestão vai arcar com multa de R$ 500 mil.

 

A ordem atende a uma ação movida pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), que apontou omissão na fiscalização e amparo aos animais. De acordo com a sentença do juiz Nunisvaldo dos Santos, o município foi responsabilizado por não implementar uma política pública contínua voltada à proteção de animais de tração.

 

Na decisão, o magistrado listou falhas na fiscalização e precariedade no cadastramento de carroceiros e dos próprios animais. A Justiça também apontou que a negligência infringe legislações municipais, como a Lei nº 3.527/2015, que proíbe a circulação de carroças no centro da cidade, além de outras normas que exigem cadastramento e fiscalização rigorosa.

 

Na defesa, a prefeitura de Feira de Santana alegou ilegitimidade passiva e informou que, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realiza ações de recolhimento de animais, além de adotar medidas legislativas.

 

O município argumentou ainda que a responsabilidade ambiental é compartilhada com a sociedade e citou propostas de substituição da tração animal por veículos motorizados adaptados. A gestão também afirmou que a questão envolve aspectos culturais e exige soluções graduais.

 

No entanto, a Justiça entendeu que as ações apresentadas são insuficientes e caracterizam omissão administrativa.

 

Ainda segundo o site, a ação teve início em 2015, após moradores e uma associação protetora de animais relatarem casos de maus-tratos a cavalos utilizados em carroças na área urbana.

 

Os animais seriam submetidos a jornadas exaustivas, transporte de cargas acima do permitido, falta de alimentação adequada, ausência de cuidados veterinários e situações de abandono.