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Preço do quiabo dispara em Feira na Semana Santa; outros alimentos mantêm estabilidade

Por Redação

Preço do quiabo dispara em Feira na Semana Santa; outros alimentos mantêm estabilidade
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Os preços de itens tradicionais da Semana Santa permanecem, em geral, dentro da média em Feira de Santana, apesar de fatores como a alta dos combustíveis e tensões internacionais. A principal exceção é o quiabo, que registrou forte aumento nos últimos dias.

 

Segundo levantamento do Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o produto, considerado essencial para o preparo do caruru, teve elevação superior a 150% em menos de duas semanas. Consumidores relataram surpresa com o reajuste ao buscar o item no Centro de Abastecimento do município.

 

Para comerciantes locais, no entanto, o aumento não está diretamente relacionado ao custo do combustível ou a conflitos internacionais, como a guerra no Irã. A explicação apontada está ligada a fatores sazonais.

 

O vendedor Josiel, conhecido como Josa do Quiabo e Cia., afirmou que adquiriu o saco do produto por R$ 300 nesta semana, valor que anteriormente chegava a cerca de R$ 150. “Hoje estou vendendo o cento do quiabo a R$ 30; na semana passada estava a R$ 20. Já a dúzia está custando R$ 3,50 e, na semana passada, estava R$ 2,50”, informou ao site feirense.

 

De acordo com o comerciante, o aumento ocorre devido à redução da oferta em períodos chuvosos, combinada com a elevação da procura durante a Semana Santa. “A demanda diminui nesse tempo chuvoso e a procura aumenta; aí não tem jeito, sempre aumenta um pouco o preço do quiabo. Não tem nada a ver com frete ou reajuste de gasolina, porque vem de perto, de Santo Estêvão, que é o maior produtor da região”, explicou.

 

O levantamento indica que situação semelhante foi registrada na Semana Santa do ano passado, quando também havia expectativa de que o saco do quiabo atingisse valores próximos a R$ 300.

 

TEMPERO VERDE

Outros itens utilizados nas receitas típicas do período apresentaram variações mais moderadas. O chamado “cheiro-verde” não registrou impacto significativo nos preços.

 

A comerciante Edina Alves, conhecida como Dona Colinha, relatou queda no valor do coentro e aumento na cebolinha. “O molho do coentro está a R$ 25, baixou porque na semana passada estava R$ 30. A cebolinha aumentou; estava a R$ 10 e agora está a R$ 15. A alface está com o mesmo preço”, afirmou.

 

Segundo ela, coentro e cebolinha são os principais itens utilizados em pratos típicos como caruru e vatapá.

 

PREÇO DO PEIXE

No setor de pescados, os preços seguem estáveis e considerados acessíveis para o período. O consumo de peixe tende a crescer durante a Quaresma, quando muitos católicos evitam carne vermelha. Entre as opções, a corvina é vendida a R$ 25 o quilo, enquanto a tilápia custa cerca de R$ 22.

 

Uma vendedora ouvida pela reportagem destacou a expectativa de aumento nas vendas ao longo da semana. “Espero que o pessoal consuma peixe à vontade durante a Semana Santa”, afirmou.