Dentista é presa por levar drogas para presídio após detento revelar esquema em Brumado
Por Redação
Uma dentista foi presa em flagrante, na última quarta-feira (18), ao tentar entrar com drogas no Conjunto Penal de Brumado, no sudoeste da Bahia. Com 19 gramas de maconha e 11 de cocaína, os entorpecentes foram encontrados em pacotes de gaze em posse de um detento que acabara de passar por consulta com a profissional.
Segundo a Polícia Civil, o interno afirmou ter recebido o material da dentista com a instrução de entregá-lo em uma cela específica, alegando desconhecer o conteúdo ilícito. Revelando, portanto, um esquema de funcionamento de tráfico de drogas vindo de fora do presídio.
Itens apreendidos pelos agentes penais | Foto: Reprodução / Polícia Penal da Bahia
Durante a audiência de custódia, a defesa da dentista alega que a prisão era ilegal por não haver situação de flagrância, uma vez que a droga não estava em posse direta da acusada no momento da abordagem. A defesa também pleiteou a liberdade provisória ou prisão domiciliar, ressaltando que a dentista é primária, possui residência fixa e faz tratamento contra o câncer há dois anos e meio.
Em decisão de justiça assinada nesta sexta-feira (20), o magistrado juiz Genivaldo Alves Guimarães decide que o esquema já vinha sendo monitorado pela Polícia Penal e manteve a prisão. O magistrado rejeitou os pedidos, pontuando que a gravidade da conduta e a ameaça a testemunhas justificam a manutenção da prisão para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.
A decisão obtida pelo portal Achei Sudoeste, parceiro regional do Bahia Notícias, que a polícia já monitorava a profissional devido a suspeitas anteriores. A dentista não era submetida à revista pelo equipamento de BodyScan (escâner corporal) por estar em tratamento contra um câncer.
Após o flagrante, a suspeita foi conduzida à Delegacia Territorial de Brumado, onde a prisão foi formalizada. Policiais também realizaram buscas no armário funcional da dentista, resultando na apreensão de um aparelho celular.
O caso segue sob investigação para identificar possíveis destinatários e outros envolvidos no esquema.
