Caso Beatriz: colégio demitiu 5 funcionários; direção critica conduta de delegado
Foto: Reprodução / Disque Denúncia
O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora demitiu sete funcionários ao longo das investigações sobre a morte da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos. Cinco deles são suspeitos de participação no crime, de acordo com o delegado Marceone Ferreira. Segundo Clailson Ribeiro, advogado da instituição, os desligamentos foram efetuados em janeiro deste ano, após a polícia verificar inconsistências no depoimento de alguns funcionários. “Identificamos divergências no depoimento de alguns funcionários nossos, ao todos sete, e os desligamos desde janeiro. Destes, cinco foram os suspeitos citados pelo delegado", esclareceu em entrevista ao Correio. O representante jurídico da escola, no entanto, criticou a forma como as investigações são conduzidas pelo delegado. Segundo ele, a instituição considerou “precipitada e muito infeliz” a declaração de Marceone, dada durante entrevista coletiva nesta terça-feira (30) (veja aqui), de que cinco suspeitos eram funcionários da escola. “Ao apontar que haviam cinco personagens que seriam funcionários do colégio, sem citar os nomes deles, ele só fez denegrir a imagem da instituição. Nós tivemos dezenas de funcionários que foram ouvidos. Com uma declaração dessa, ele colocou todos eles como suspeitos. É uma declaração completamente irresponsável. Ou ele falaria o nome ou não deveria ter falado nada", bradou. Ainda conforme o advogado, o colégio não estava ciente da entrevista coletiva e foi pego de surpresa com a divulgação das informações. Após a entrevista dada pelo delegado, um grupo de moradores de Petrolina fez manifestação na porta da escola na tarde de quarta (30), chamando funcionários da instituição de assassinos. Clailson afirmou que, após as atitudes do delegado, a direção da escola vai pedir a Secretaria de Segurança Pública do Estado que apure a conduta de Marceone. A instituição também estuda buscar a Corregedoria da Polícia Civil. "Ele só fez denegrir a imagem do colégio com essa declaração. Parece que ele está mais preocupado em tentar justificar porque não avançou no caso, tirando o foco da investigação, e tentando transferir a responsabilidade para a escola", avaliou. Beatriz foi morta a facadas em dezembro do ano passado, durante uma festa de formatura na escola (relembre aqui). Após três meses, a polícia ainda não identificou responsáveis pelo crime. O caso gerou grande comoção. Em fevereiro, os pais da criança chegaram a se encontrar com a presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, a mãe da vítima, Lúcia Mota, fez um apelo por celeridade nas investigações (leia aqui).
