Polícia deflagra operação contra presidente da Coopmac em Vitória da Conquista
Por Redação
A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta sexta-feira (30) a Operação Custódia Fiel em Vitória da Conquistaa para investigar o presidente da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense, Isaac Silva Figueira, por crimes de violência psicológica, injúria e assédio moral praticados contra duas funcionárias da instituição.
Segundo as investigações da polícia reveladas pelo portal Cubo, o ambiente de trabalho era marcado por controle abusivo e as vítimas eram submetidas a comentários sobre seus corpos, apelidos pejorativos e ofensas diretas às suas vidas pessoais.
Esse cenário de agressões psicológicas recorrentes provocou danos à saúde mental das colaboradoras, que passaram a sofrer com crises de pânico, quadros de ansiedade e agorafobia, comprometendo o bem-estar e a capacidade laboral de ambas.
O caso ganhou novos contornos quando se descobriu que a própria diretoria executiva da cooperativa realizou uma sindicância interna que comprovou os abusos, mas o presidente teria convocado uma reunião extraordinária para anular o procedimento e determinar a destruição de todas as provas documentais.
O objetivo principal dos agentes na operação de hoje foi justamente garantir a integridade desse material, resultando na apreensão bem-sucedida de uma pasta lacrada com os documentos que o investigado pretendia eliminar para obstruir a justiça.
Diante da gravidade dos fatos, o Judiciário determinou medidas cautelares que proíbem Isaac Silva Figueira de se aproximar ou manter qualquer tipo de comunicação com uma das vítimas envolvidas no caso.
Enquanto o inquérito policial segue em andamento para concluir a responsabilização criminal do presidente, as autoridades reforçam que a apreensão dos documentos recuperados será fundamental para a elucidação completa de todas as irregularidades praticadas na gestão da cooperativa.
A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia Territorial com o apoio do grupo GATTI Sudoeste após denúncias de que o gestor utilizava sua posição para intimidar as vítimas de forma sistemática entre os meses de fevereiro e novembro de 2025.
