Barreiras apresenta protocolo de atendimento à fibromialgia em evento da Fiocruz em São Paulo
Por Redação
A Secretaria Municipal de Saúde de Barreiras apresentou, nesta sexta-feira (16), a Linha de Cuidado da Pessoa com Fibromialgia durante agenda promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Presidente Prudente, no estado de São Paulo. A iniciativa faz parte do projeto "Colabora APS" e foi selecionada em uma chamada pública que reuniu quase 500 propostas de 14 estados brasileiros.
O modelo adotado em Barreiras, no Oeste da Bahia, baseia-se na descentralização da assistência. O atendimento, anteriormente concentrado na Atenção Secundária, foi estruturado na Atenção Primária à Saúde (APS). O protocolo inclui:
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Capacitação técnica: Treinamento de agentes comunitários, enfermeiros, médicos e cirurgiões-dentistas.
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Fluxo de cuidado: Implementação de busca ativa, diagnóstico inicial e monitoramento contínuo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
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Apoio complementar: Encaminhamento gradativo ao Programa HumanizaDor, que oferece terapias não medicamentosas de adesão opcional.
Em novembro de 2025, o município recebeu a visita técnica de representantes da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (Ufba) para avaliação da rede. O projeto foi classificado entre as 29 experiências de maior relevância na APS no Brasil, o que resultou na cooperação técnica financiada pela Fiocruz.
Atualmente, o Programa HumanizaDor acompanha 300 pacientes. Segundo a Secretaria de Saúde de Barreiras, o foco do modelo é manter o vínculo do paciente com a unidade de saúde local, utilizando o programa especializado como suporte clínico complementar.
Como desdobramento do intercâmbio, Barreiras receberá, no final de janeiro, comitivas de gestores de saúde de outros municípios brasileiros. O objetivo da visita é observar o funcionamento da busca ativa e a integração entre as unidades de saúde e o centro de terapias.
A comitiva de Barreiras no evento em São Paulo é composta pela secretária de saúde, Larissa Barbosa, e pela médica Jheiny Glier, da unidade do Riachinho. Os custos de deslocamento e estadia foram assumidos pela Fundação Oswaldo Cruz.
