PF desarticula quadrilha que saqueava caixas eletrônicos em Camaçari e outras quatro cidades da Bahia
Por Redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13), a Operação Furvus, com o objetivo de desmantelar uma associação criminosa especializada em furtar terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal. O grupo, que tinha base no estado de São Paulo, escolheu cidades baianas como alvos principais de suas investidas.
Segundo a PF, os criminosos atuaram em um esquema itinerante, viajando por diversas regiões do país, as informações foram confirmadas pelo parceiro local do Bahia Notícias, o Camaçari Notícias ou Cn1. Na Bahia, foram identificadas ações nas cidades de:
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Camaçari, na região metropolitana de Salvador;
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Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador;
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Feira de Santana, no interior do estado;
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Vitória da Conquista, no sudoeste baiano e
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Poções, também no sudoeste baiano.
Além do território baiano, o grupo também registrou atividades em Curitiba, na Paraná. Entre novembro e dezembro de 2023, a quadrilha realizou pelo menos sete ataques, sendo quatro furtos consumados e três tentativas.
O prejuízo inicial contabilizado é de R$ 24,7 mil, embora a polícia acredite que o montante total subtraído seja significativamente maior.
O DISPOSITIVO 'JACARÉ'
A quadrilha utilizava um método técnico e silencioso para não despertar suspeitas imediatas:
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Simulação: Os suspeitos iniciavam um depósito fake para forçar a abertura mecânica do compartimento do caixa eletrônico.
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Pesca de Envelopes: Com o compartimento aberto, utilizavam um dispositivo artesanal conhecido como "jacaré" para "pescar" e retirar envelopes com dinheiro e cheques que haviam sido depositados por clientes.
A Justiça Federal de Vitória da Conquista expediu quatro mandados de prisão preventiva e ordenou medidas cautelares contra um quinto integrante. As ordens foram cumpridas em São Paulo com o apoio da Superintendência Regional local.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos envolvidos para garantir o ressarcimento do valor furtado. Os investigados foram indiciados por associação criminosa e furto qualificado. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 10 anos de reclusão.
