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Vereador invoca médico nazista contra opositor: ‘ah se Josef Mengele estivesse vivo’

Por Bruno Luiz

Vereador invoca médico nazista contra opositor: ‘ah se Josef Mengele estivesse vivo’
Carneiro usou nazista contra oposicionista | Foto: Reprodução / Tribuna Feirense
O líder do governo na Câmara de Vereadores de Feira de Santana, José Carneiro (PSL), invocou uma histórica figura do nazismo para criticar um colega da oposição durante uma discussão na sessão desta terça-feira (15). Com tom saudosista, Carneiro afirmou que, se o nazista Josef Mengele estivesse vivo, poderia fazer “experiências em cabeças que não pensam”, em referência ao vereador Edvaldo Lima (PP). Apelidado de “Anjo da Morte”, Mengele foi médico-chefe da principal enfermaria do campo de concentração de Auschwitz, maior símbolo do Holocausto, o genocídio de judeus na Alemanha nazista. Em entrevista ao Bahia Notícias, Edvaldo afirmou não conhecer a biografia do médico judeu ao qual o companheiro de Casa se referiu. “Não conheço a história do Mengele. Como eu não conhecia a história do médico a que ele se referiu, eu preferi não responder”, disse o edil. O legislador informou que vai buscar a história de Mengele para decidir se tomará providências contra o colega. “Se o médico teve uma vida salutar, para mim, é elogiável esta comparação. Se não, repudiarei”, pontuou. O vereador José Carneiro negou ter feito a analogia com o médico nazista para agredir o companheiro de Câmara. “Foi uma forma de mostrar que ele não tem discernimento. Foi uma forma de dizer que, do meu ponto de vista, que ele precisaria de um psiquiatria. Eu acho que ele não sabe nem que é”, afirmou, sem qualquer arrependimento diante da comparação pouco usual. Carneiro também minimizou o fato ao argumentar que discussões entre vereadores de oposição e situação são naturais. “A gente tem convivência pacífica. Nós sempre temos embates como esse”,  sustentou. A discussão foi motivada por um projeto de lei do Executivo que propunha que pessoas físicas possam negociar com o município pessoas dívidas de tributos. A proposta desagradou o oposicionista, o que acirrou os ânimos entre eles. Para descontentamento de Edvaldo, o projeto foi aprovado.