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Com investimento de cerca de R$ 2 milhões, Madre Verão atrai mais de 300 mil pessoas

Por Luana Ribeiro

Com investimento de cerca de R$ 2 milhões, Madre Verão atrai mais de 300 mil pessoas
Foto: Madre Verão/Divulgação
O festival Madre Verão, em Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que está na 13ª edição, deve receber nos seus 12 dias de festa, mais de 300 mil pessoas, de acordo com o secretário de Cultura do município, Djalma Thurler. A programação começa nesta sexta-feira (9) com o Por do Som, animado pela cantora Ana Mametto. “Esperamos em média cerca de 30 mil pessoas por noite, isso significa muita mudança na cidade”, afirma o titular da pasta. Ao todo, a prefeitura investirá cerca de R$ 2 milhões, entre os cachês dos artistas e a estrutura do evento, que conta com dois palcos com led, que serão instalados lado a lado e funcionarão de forma intercalada – enquanto uma atração toca em um deles, o outro é preparado para a próxima apresentação. Entre as atrações, estão Thiaguinho, Psirico, Lenine, Fábio Jr., Malta, Bello, Chimarruts, Roupa Nova e Cláudia Leitte (veja programação completa aqui). Segundo Thurler, “a palavra-chave” da programação é “diversidade”, com o objetivo de não ser nem popular, nem elitista. “Tenho usado uma expressão no trabalho na secretaria, que é a possibilidade de deslocamento do olhar. O Lenine é um pouco isso, acaba sendo. O Thiaguinho, Márcio [Victor], Cláudia Leitte tem público muito específico. Você pode entrar em contato com o Belo e depois em contato com Lenine, e pode achar que aquela sonoridade possa fazer parte dessa experiência”, explica. De acordo com o secretário, o festival traz um retorno social e econômico importante para a cidade. Um dos impactos, afirma Thurler, é sentido no setor turístico de Madre de Deus, onde tem se desenvolvido os serviços na categoria cama e café (bed & breakfast), que consiste em hospedagem em residências com serviço de café da manhã e limpeza. O comércio local também ganha movimento com as doações de alimento não perecível que serve como ingresso da festa, com itens comprados muitas vezes nos mercados da região. “Como as pessoas vem para uma festa, normalmente não vem preparadas, e acabam comprando na cidade mesmo”, diz o secretário, que acrescenta que os alimentos arrecadados são distribuídos para todas as entidades filantrópicas do município e a algumas da região. Apesar das grandes atrações, o titular da pasta ressaltou a realização de um evento paralelo ao Madre Verão, o “Madre das Artes”, que reúne artistas locais ao final do festival. Para Thurler, o “Madre das Artes” funciona como uma transição entre o Madre Verão e o Carnaval da cidade, que começa no dia 11 de fevereiro, quatro dias depois do fim do festival, e é voltado para os veranistas do local. “Nós temos uma população em torno de 19,4 mil habitantes. Esse número chega a dobrar durante o verão”, aponta.