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Encourados de Pedrão retornam ao cortejo do Dois de Julho após 12 anos longe das comemorações

Por Redação

Encourado de Pedrão voltam a participar do Dois de Julho, em Salvador
Foto: Marcel Machado

Após 12 anos de ausência, o grupo Encourados de Pedrão, da cidade do Agreste baiano, voltou a participar das comemorações do Dois de Julho, em Salvador, nesta quarta-feira (2). A tradicional participação do grupo, formado por vaqueiros, havia sido suspensa devido a questionamentos sobre o uso de cavalos no cortejo.

 

Neste ano, cerca de 300 moradores de Pedrão desfilaram a pé em um cortejo que partiu da Praça Municipal em direção ao Campo Grande. A mudança foi motivada por uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que orientou a retirada dos cavalos após denúncias de possíveis maus-tratos feitas por grupos de proteção animal.

 

Em nota, a prefeitura de Pedrão declarou que a decisão de participar do desfile a pé simboliza a capacidade de adaptação da tradição dos vaqueiros. “A nossa decisão de aceitar participar a pé reafirma que o vaqueiro encourado não é só resistência, é também reinvenção, é cultura que se atualiza e dialoga com o presente sem abandonar suas raízes. É um povo que honra a memória dos que vieram antes e prepara o caminho para os que virão”, afirmou a gestão no comunicado.

 

Ao G1, o presidente do grupo, Anderson Maia, informou que segue em diálogo com o MP-BA para discutir a possibilidade de reintegrar os animais às futuras edições do cortejo.

 

Os Encourados de Pedrão remontam a um grupo de 40 vaqueiros que, liderados pelo frei católico José Brayner, se uniram à luta pela Independência da Bahia. Eles partiram do então povoado de Pedrão com destino a Cachoeira, onde ocorreram batalhas decisivas, e passaram a integrar a resistência que cercou Salvador por terra, em apoio às tropas que atuavam na Baía de Todos-os-Santos.

 

Desde 1993, a população de Pedrão homenageia os antigos guerreiros com desfiles e encenações históricas em Salvador e no próprio município, como forma de preservar a memória da participação do sertão baiano no processo de independência do Brasil.