Com paralisia cerebral, garoto pede cadeira de rodas para estudar: ‘a que tem não pode usar’
Por Bruno Luiz
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal
Em seus 16 anos de idade, o adolescente Vinícius Juan Cruz Alves de Souza nunca frequentou a escola. Com paralisia cerebral, estudar parecia ser para ele uma realidade distante. O receio de ver seu filho sofrer preconceito dos colegas de sala de aula e o sentimento de proteção também levaram Arlete Nascimento da Cruz, mãe do adolescente, a deixá-lo longe da escola. Entretanto, depois de tanto tempo, Vinícius não vê a hora de estudar. Ansioso com a possibilidade de, enfim, frequentar a sala de aula faz questão de deixar claro para a mãe sua vontade. No entanto, o sonho pode não virar realidade pela falta de uma cadeira de rodas adaptada, que possa garantir o deslocamento do adolescente até a escola. Sem condições de comprar o modelo, Arlete iniciou uma campanha para arrecadar fundos na compra da ferramenta (leia mais aqui). Em entrevista ao Bahia Notícias, a mãe explica que o garoto já possui uma cadeira de rodas, mas ela não permite apoio para estar em sala de aula. “A cadeira que ele tem hoje não pode usar, porque já está pequena e tá prejudicando a coluna dele. Ele vai marcar uma cirurgia agora na coluna, por causa da cadeira. A escola também não tem a cadeira pra ele, não adianta eu matricular ele e ele não ter onde sentar”, explicou. A renda da família atualmente é de apenas um salário mínimo, o que impossibilita a compra do modelo, avaliado em R$ 4 mil. Dona de casa, Arlete fica impossibilitada de trabalhar, já que o quadro do filho exige dedicação integral. O pai do adolescente, de quem se separou há 8 anos, não ajuda no custeio das despesas com Vinícius. “Ele depende de mim pra tudo, ele fica o tempo todo dentro de casa”. A mãe espera agora a ajuda financeira, para possibilitar o desejo do filho de estudar. “Ele me fala que quer estudar e eu quero que ele vá estudar. Antes eu tinha medo do preconceito, de os meninos fazerem chacota, mas o pessoal me disse que ele precisa ter amiguinhos, precisa sair de casa”, afirmou. Solidários à causa do garoto, podem ligar para os telefones (75) 9 8159.1814 ou (75) 9 8365.0551.
