Camaçari: pai acusa médicos de hospital de terem quebrado clavícula de bebê em parto
Por Bruno Luiz
Raio X mostra clavícula quebrada | Foto: Camaçari Notícias
Os pais do bebê Pedro Manoel acusam médicos do Hospital Geral de Camaçari (HGC) de terem provocado lesão corporal na criança durante o parto no último dia 19 de janeiro. De acordo com Clerisvaldo Vieira de Souza, 35 anos, o bebê teve a clavícula direita quebrada durante o procedimento. Um exame de Raio X feito pela família comprova a lesão. Em relato ao Bahia Notícias, Souza contou que Maria Venerada dos Santos Silva, de 18 anos, mãe do pequeno Pedro, chegou ao hospital por volta das 17h do dia 18 de janeiro, após a bolsa ter estourado. Segundo ele, por causa da negligência dos médicos, Maria só entrou na sala de parto 22 horas depois de ter dado entrada na unidade hospitalar. “A bolsa dela estourou, a poça do líquido estava debaixo da maca. Chamamos os médicos para examinar. O médico não deu atenção”, afirmou. Ainda de acordo com o pai da criança, o parto normal se tornou difícil pelo fato de a criança ser grande e a gestante não ter dilatação para a passagem do bebê. Mesmo com isto, os médicos não cogitaram a possibilidade de uma cesariana e decidiram retirar a criança a fórceps. Foi neste momento que a clavícula do primeiro filho do casal teria sido quebrada. “Não tentaram cesariana. Tentaram puxar a ferro e puxaram tanto que o menino nasceu com a cabeça amassada. Precisaram de outro médico para puxar a criança, mas o médico puxou com tanta força que a clavícula dele quebrou”, constatou. Souza informou ter procurado a direção do HGC para reportar o caso, mas a resposta que ouviu é de que a lesão sofrida por seu filho “com o tempo, passa”. Após o trauma, a criança não tem nenhuma mobilidade no braço atingido e chora de dores com qualquer tentativa de toque na região. “A criança não mexe o braço. Não podemos fazer nada no bracinho dele que ele chora”, lamentou. Indignado, o pai do bebê prometeu recorrer a Justiça contra o hospital. “Vou levar o caso para a Justiça. Estamos nos sentindo desvalorizados, quando fazem isso com a criança, é porque não dão valor nenhum”, criticou revoltado. O Bahia Notícias entrou em contato com a unidade, mas não encontrou quem pudesse se posicionar sobre o caso.
