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Guarda Municipal de Itaquara é afastado da função de chefe após denunciar prefeitura

Por Luis Filipe Veloso

Guarda Municipal de Itaquara é afastado da função de chefe após denunciar prefeitura
Foto: Reprodução/ Binho Locutor
O ex-chefe da guarda municipal de Itaquara, no Vale do Jiquiriça, Gutemberg Almeida, foi exonerado da função de liderança do grupamento nesta quarta-feira (7). Ele acusa a prefeita Iracema Araújo (PMDB) de tê-lo punido após denúncias públicas feitas na reunião de criação do Conselho Comunitário de Segurança Pública no dia 14 de setembro, o que é negado pela gestora da cidade. O ex-responsável pela tropa declarou ao Bahia Notícias que a prefeita exigiu dele uma retratação em duas oportunidades: na quarta-feira (30) e na sexta (2) quando estavam acompanhados pelo chefe de gabinete Astor Araújo. Segundo Almeida, “não era possível ‘desmentir’ uma verdade que todo mundo sabe. A guarda continua sem condições de trabalho até hoje, mesmo depois da reunião na Câmara”. A chefe do executivo foi enfática ao afirmar que o pedido de exoneração foi feito pelo próprio Gutemberg. “Ele me procurou na noite de quarta (30), na prefeitura, e disse estar arrependido do que falou. Sugeriu ir à rádio ou onde fosse necessário para se retratar”. Iracema relatou, ainda, que a forma de retratação seria ajustada com o Diretor de Comunicação, Uelber Melo, mas o guarda teria viajado a Salvador na quinta (1º) e um dia depois já havia mudado de ideia. “Ele voltou atrás e disse que se sentia incapaz de permanecer liderando a guarda, se sentiria ridículo assumindo publicamente que errou”, relatou a prefeita. Almeida teria entregue a chave do carro oficial com o qual trabalhava e pediu para ser afastado da função de chefe. Ao ser questionada sobre o motivo de não ter exigido do servidor um pedido formal, por escrito, ela salientou que confiava em Gutemberg por ser um excelente funcionário, por terem ótima relação até então, e resolveu confiar na palavra dele. A gestora disse que foi pega de surpresa e, inclusive, uma reunião ainda será realizada para definir o nome do substituto do ex-líder. Ao ser questionado se temia ser perseguido, o guarda, que foi admitido através de concurso público no dia 23 de agosto de 2010, concluiu: ”Não tenho receio de perseguição porque eu conheço as leis e vou utilizar meus conhecimentos se for necessário”. Clique aqui para ler o decreto de exoneração.