‘Eu não botei pânico, falei tranquilamente: é um assalto, senhor’
Foto: Divulgação/ Ascom Polícia Civil
O jovem de 19 anos, Leonardo de Souza Brandão, o “Léo”, acusado do latrocínio do taxista Renato Cardoso do Carmo na última sexta-feira (2), em Feira de Santana, no Portal do Sertão, contou detalhes da ação ao Acorda Cidade nesta quarta (7). “Eu anunciei o assalto, ele reagiu e eu dei uma cacetada nele com a arma já para ele se afastar e depois eu empurrei. Quando eu empurrei, ele veio de novo para cima de mim, tentar tirar a arma de mim e eu efetuei um disparo só. Eu abaixei ainda para a bala pegar por baixo do corpo já para não matar ele mesmo, porque eu não tive a intenção de matar. Quando ele gritou eu sai correndo. Não sei por que ele reagiu, acho que ele entrou em pânico, mas eu não botei pânico, falei tranquilamente: É um assalto senhor. Eu atirei porque ele veio duas vezes em direção a mim para pegar a arma. Na primeira vez eu bati na mão dele para ele se afastar porque eu não queria atirar nele de jeito nenhum. Fiquei falando só isso: Não venha não, não venha não. Mas ele foi se aproximando e eu efetuei o disparo”, admitiu o acusado. “Ele foi a primeira pessoa que matei. Nunca matei ninguém. Minha família é toda honesta: minha irmã trabalha e faz faculdade, meu irmão trabalha, meu primo... Eles estão bem. Eu estava trabalhando como assistente técnico e o que aconteceu foi uma fatalidade. Sei que não vou pedir perdão porque sei que eles não vão me perdoar e sei também que eles fariam o mesmo comigo ou pior, mas só Deus para me ajudar. Estou muito arrependido por isso. Poderia ser um pai, um avô ou tio meu. Só matei porque ele veio para cima de mim e veio pegar minha arma, mas mesmo assim eu me arrependo não era para eu ter feito isso”, concluiu.
Leonardo foi preso nesta quarta (7) por agentes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira.
