Prefeito de Camaçari acredita que transporte só vai melhorar com novo modelo
Por Anderson Ramos / Francis Juliano
O prefeito de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Elinaldo Araújo (DEM), declarou que a solução para o problema do transporte público passa por encontrar um modelo pensado por estados, municípios e até o governo federal.
Nesta quinta-feira (17), usuários de Camaçari e Lauro de Freitas amanheceram sem ônibus. Rodoviários de seis empresas que fazem o transporte na RMS iniciaram uma paralisação de 24 horas (veja aqui). Araújo disse que o modelo proposto e ainda não pensado não deve penalizar as empresas de ônibus. O advento de serviços por aplicativo como Uber e 99, além de mototáxi e os chamados "ligeirinhos", acrescentou Elinaldo, fragilizou as companhias.
"Essa tem que ser uma pauta nacional. De uns anos para cá, o que tem ocorrido com os transportes públicos no país? Primeiro, vieram os mototaxistas, depois o Uber e o 99, e nos municípios começaram a circular o transporte de ligeirinho, que os prefeitos não têm como segurar. Isso foi fragilizando as empresas, que têm suas despesas de manutenção de pneu, de motor, tem que pagar motorista e cobrador, e isso começou a ficar inviável", conjecturou em entrevista ao Bahia Notícias durante coletiva de apoio do vice-governador, João Leão, à campanha do ex-prefeito soteropolitano ACM Neto.
MÁSCARAS
Em relação às restrições à pandemia da Covid-19, Elinaldo Araújo declarou que ainda não é hora de dispensar as máscaras.
"A gente tem acompanhado o que a ciência pede. No início, teve a questão de manter o distanciamento social, de começar a usar as máscaras, do álcool em gel, todas as regras nós aplicamos. Fechamos o comércio em alguns momentos que tinha de ser fechado. Eu acho que a segurança ela nunca é demais. Nós não temos que nos precipitar. Eu acho que a mascara é importante e é segurança para as pessoas até quando os casos não estiverem zerados", declarou.
