Alunos de Medicina Veterinária aprendem manejo reprodutivo de búfalos na Unirb
Devido às suas características rústicas, os bubalinos se adaptam às mais diversas condições ambientais e climáticas. Assim, existe grande potencial de evolução dos rebanhos, por meio da intensificação de processos de seleção, melhoramento genético e manejo.
Com este intuito, o Centro Universitário Unirb possibilita aos alunos de Medicina Veterinária práticas de manejo reprodutivo de Búfalos na fazenda escola, visando melhor desempenho na formação a partir da integração ao setor pecuário.
“O manejo de bubalinos na fazenda escola acontece de forma constante com manejo sanitário, nutricional e acompanhamento reprodutivo. No local, criamos os animais da raça murrah, que se adapta fácil as condições climáticas da região e por sua dupla aptidão. Os búfalos são aproveitados para a produção de leite e carne, tendo em vista que a carne de bubalino é mais saudável, que a do bovino em termo de gordura”, explica Abraão Nunes, Médico Veterinário da Unirb.
Emanuelle Lima está no oitavo semestre de Medicina Veterinária da Unirb e conta sobre a importância da prática do manejo para a formação. “No curso, através do campo de estágio, aprendemos que assim como no processo de cuidados dos bovinos, também existe o manejo sanitário e reprodutivo dos bubalinos. Na fazenda escola a gente acompanha, sob supervisão do Médico Veterinário especializado, o processo de gestação das búfalas, diagnóstico, separação de piquetes e nascimento de filhotes”, ressalta.
Ainda segundo Abraão Nunes, no campo de extensão, o manejo sanitário é feito junto com os alunos, onde utilizamos um calendário para a aplicação de vacina, vermisolos e os estimulantes. Os estudantes também aprendem sobre o manejo nutricional com a realização de cálculo de ração, suplementação para os animais que estão em produção, diagnóstico de gestação e avaliação da fêmea. O aluno que vem para a escola Unirb acompanhar o manejo na bubalinocultura, acaba tendo um diferencial e conseguem atender de forma satisfatória, afirma.
De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), no Brasil são mais de 3 milhões de cabeças de bubalinos, o que equivale a 1,4% do rebanho bovino e representa 212 milhões. Para a associação, a carne bubalina tem significativamente menos calorias, colesterol e gordura, e mais proteínas e nutrientes. No caso do leite, o de búfala possui elevado teor de cálcio e fósforo, é fonte de vitaminas A, B2 e D e tem baixo teor de colesterol, sódio e potássio.
