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Itabuna: ex-presidente da câmara e servidores tem bens bloqueados pela Justiça Federal

Itabuna: ex-presidente da câmara e servidores tem bens bloqueados pela Justiça Federal
Foto: Reprodução/ blog do Gusmão
A Justiça Federal de Itabuna bloqueou R$ 797.777,80 mil em bens do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, no Litoral Sul da Bahia, e mais três funcionários da casa legislativa por fraude na operação de empréstimos consignados. O ex-gestor Clóvis Loiola de Freitas, além do então chefe de Recursos Humanos, Kleber Ferreira da Silva, e os assessores Eduardo Freire Menezes e José Rodrigues Junior foram denunciados em 2014 pelo Ministério Público Federal (MPF) de Ilhéus por conta do desvio de recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) ao obter empréstimos consignados em nome de funcionários com o uso de documentos falsos. Ficou constatado que alguns dos cadastros de servidores eram fantasmas. Segundo a assessoria do MPF, no biênio 2009/2010, “o grupo operava por meio da apresentação de contracheques ideologicamente falsos em nome de servidores da Câmara, com margem consignável adulterada e muitas vezes superior ao próprio salário-base do funcionário”. Ainda de acordo com as investigações, colaboradores da Casa foram coagidos a aceitarem as propostas de adulteração de dados para não correrem riscos de exoneração dos cargos. Alguns deles, inclusive, também respondem a processo criminal. O valor dos empréstimos era repassado para os articuladores do esquema. O montante de R$ 1,5 milhão foi o resultado de 30 operações de crédito. Destas, apenas 15, comprovadamente irregulares, representam um prejuízo de R$ 800 mil, valor que está sendo bloqueado na execução judicial. O texto do MPF também destaca que “na ação penal, também oferecida pelo MPF contra os réus e julgada no ano passado, Clóvis Freitas e Kleber Silva foram condenados a seis anos de prisão e multa; Rodrigues Junior a três anos e nove meses de prisão e multa, e Menezes a um ano e oito meses e multa”. O órgão aguarda a condenação dos quatro por terem ferido a Lei de improbidade administrativa, o que pode provocar, dentre outras coisas, a perda das funções públicas.