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Pesquisa projeta alta em colheita de algodão, milho e feijão em 2022

Pesquisa projeta alta em colheita de algodão, milho e feijão em 2022
Lavoura de algodão / Foto: Divulgação / Aiba

A safra baiana de grãos para 2022 prevê a colheita de 10,5 milhões de toneladas. O número representa um ligeiro crescimento de 0,9% ante 2021, ano de melhor resultado da série histórica de pesquisa para o conjunto dos produtos. Algodão, milho e feijão tiveram as perspectivas mais positivas. Os dados são referentes a janeiro último e fazem parte do primeiro Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), feito pelo IBGE.

 

Segundo a pesquisa, a produção de algodão (caroço e pluma) está projetada em torno de 1,3 milhão de toneladas, alta de 2,5% em relação a 2021. A área plantada este ano (290 mil hectares) supera em 8,3% à do ano passado, sinal de que pode haver mais investimento diante da melhoria nas condições de mercado.  

 

Em relação ao milho, as duas safras anuais podem somar 2,6 milhões de toneladas em 2022, uma expansão de 6% na comparação anual. A estimativa da 1ª safra do cereal ficou em 2,1 milhões de toneladas, 10,5% superior à de 2021. O prognóstico da 2ª safra ficou em 550 mil toneladas, recuo de 8,3% em relação ao resultado do ano anterior.

 

No caso do feijão, a perspectiva é que a produção total alcance 239,3 mil toneladas, alta de 26,5% na comparação com a safra 2021. O primeiro levantamento manteve a área de 417 mil hectares plantados, a mesma observada no ano anterior. Ainda de acordo com a SEI, estima-se que a 1ª safra da leguminosa (141 mil toneladas) seja 36,9% superior à de 2021, bem como a 2ª safra (98,3 mil toneladas) tenha uma variação positiva de 14,1% na mesma base de comparação.

 

MANDIOCA, BATATA E TOMATE 

Na outra direção, com queda na produtividade, a pesquisa indica uma produção de 856,3 mil toneladas de mandioca, 0,6% inferior à de 2021. A produção de batata-inglesa, estimada em 354 mil toneladas, apresenta recuo de 8,5%, e a do tomate, estimada em 178 mil toneladas, aponta queda de 14,5% na comparação com o ano passado.