Caravelas é destaque positivo em pesquisa sobre evasão escolar
Um estudo sobre a “Permanência Escolar na Pandemia” (PEP) foi realizado em diversas instituições do país. A rede de ensino do município de Caravelas, localizado no Extremo Sul da Bahia, foi destaque na pesquisa, na região Nordeste, em razão das boas práticas no controle de frequência dos alunos.
A iniciativa foi feita pelos Tribunais de Contas (TCs), Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB) e Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede). Os resultados evidenciaram as desigualdades regionais, apesar das políticas públicas estabelecidas. Os dados mostraram que nem todos os municípios tiveram as mesmas condições de monitorar os estudantes e assegurar que mantivessem o vínculo com a escola desde março de 2020, quando do início da pandemia da Covid-19 e da implementação das medidas de isolamento social.
Apesar dos resultados preocupantes da região Nordeste, o município de Caravelas, localizado no Extremo Sul da Bahia, teve um índice positivo. Em relação às ações praticadas no controle de frequência dos alunos, foi analisado que o município assegurou a participação de todos, ou quase todos, os estudantes nas aulas (on-line ou presencial) ou na realização das atividades impressas disponibilizadas. A Secretaria de Educação atuou, durante o período do fechamento das escolas, em parceria com os agentes de saúde na busca dos alunos em risco de evasão escolar.
“Temos parceria com os agentes de saúde, que são importantíssimos, porque esses agentes já trabalham com essas famílias, já vão de casa em casa e eles têm um aparelho, que é um tablet, onde eles lançam todos os dados dessas famílias e aí a gente já está ali com esse trabalho de busca ativa porque teremos mais fácil acesso aos alunos que estão fora da escola, que não estão conseguindo fazer as atividades”, relatou a secretária de Educação do município, Jocivânia Caetano de Oliveira para o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia.
A região Nordeste mostrou ser a mais frágil, e apresentou o índice mais preocupante: pelo menos 16% dos alunos do 9º ano, das redes municipais, foram identificados como “em risco de evasão” (a taxa média de participação na etapa foi de 84,4%). Até o 5º ano, 12% dos alunos, segundo a pesquisa, não tiveram contato frequente com as escolas (taxa média de participação de 88%). Estes números do Nordeste, são os mais baixos dentre as cinco regiões do país, de acordo com o levantamento.
