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Vídeo: Repórter de Riachão do Jacuípe sofre ameaças e perseguição na cidade

Por Maria Eduarda Gomes

Vídeo: Repórter de Riachão do Jacuípe sofre ameaças e perseguição na cidade
Foto: Reprodução/ Alana Rocha

A repórter Alana Rocha, do Jornal Gazeta FM, foi vítima de ataques transfóbicos e perseguição de um funcionário da prefeitura de Riachão do Jacuípe, na última segunda (1°). A apresentadora conta que, mesmo depois de prestar queixa, ainda foi ameaçada por áudios pelo rapaz. Até o momento, o funcionário, identificado como Maurício Mascarenhas, não foi localizado pela polícia. 

 

Alana conta que os ataques foram motivados por um comentário que fez em seu programa. “Eu não deixo de falar de questões do município, e algumas pessoas se doem com isso”, disse a repórter. Segundo ela, houve comentários caluniosos sobre sua família circulando pela cidade. A jornalista usou um tempo do programa para desmentir a fofoca e, sem citar nomes, chamou a pessoa de “puxa saco, fofoqueiro e vagabundo”. 

 

No mesmo dia, à tarde, a apresentadora estava em sua casa quando o funcionário parou na porta e começou os xingamentos. Alana conseguiu gravar Maurício fazendo as ofensas. Nas imagens, o homem aparece parado em uma motocicleta, chamando-a de “vagabunda”. 

 

Ao se dirigir à delegacia para prestar queixa, o rapaz continuou com as agressões verbais e iniciou uma perseguição ao veículo da repórter. Mais uma vez, Alana fez a gravação em vídeo do ocorrido. Ao voltar para casa, escoltada pelo Batalhão da Polícia Militar, Alana ainda recebeu áudios com ameaças e comentários transfóbicos de Maurício Mascarenhas e posts ofensivos no Facebook da irmã dele. 

 

De acordo com a jornalista, a polícia fez uma busca na área, mas não conseguiu autuar Maurício em flagrante. Até o momento, o rapaz não foi localizado para receber a intimação. “Enquanto ele não for encontrado para dar o depoimento, estarei temerosa”, conta Alana, que fez um post em suas redes sociais clamando por justiça. 

 

A repórter diz que vem sofrendo perseguições de um grupo ligado à prefeitura de Riachão do Jacuípe há algum tempo. Atualmente, ela responde a cinco processos judiciais envolvendo funcionários e cidadãos da cidade.