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'Caravana' da PF: Sociedade ainda tolera crime de contrabando, avalia delegado da Receita

Por Francis Juliano

'Caravana' da PF: Sociedade ainda tolera crime de contrabando, avalia delegado da Receita
Foto: Reprodução / Blog do Anderson

As organizações que agem no crime de contrabando ainda são toleradas pela sociedade. A avaliação é do delegado da Receita Federal, Andrey Soares de Oliveira. Na manhã desta quarta-feira (19), a Operação Caravana - feita em conjunto com a Polícia Federal - cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra alvos na cidade de Tanque Novo, no Sudoeste baiano (ver aqui).

 

A suspeita é que o grupo liderado por dois comerciantes de Tanque Novo movimentou em torno de R$ 13 milhões, entre 2018 e 2020, a partir de uma empresa de fachada. Para Soares de Oliveira, é um engano achar que, ao comprar um produto com origem irregular, não se faz corrupção. Além disso, o ato afeta a qualidade do serviço público.

 

“Há um ganho aparente para o cidadão ao comprar um produto mais barato, mas há toda consequência para o estado. Primeiro, porque o não recolhimento dos tributos causa impacto nos serviços públicos e nas políticas públicas. E depois, qual indústria nacional vai querer investir, sendo cumpridora das suas obrigações, se não terá condições de concorrer com esses produtos que vem do exterior de forma ilegal e com preço mais barato?”, questionou ao Bahia Notícias.