Sema discute Indicação Geográfica para registrar o azeite de Dendê do Baixo Sul
Tiveram início nesta quarta-feira (9), uma série de tratativas necessárias para adquirir o Registro de Identidade Geográfica para o azeite de Dendê produzido nos seis municípios que compõem a Costa do Dendê, no Baixo Sul do estado. O Registro faz parte de uma estratégia produtiva que garante a originalidade de um produto e pode potencializar sua comercialização.
Em uma reunião entre o secretário do Meio Ambiente da Bahia (Sema), João Carlos Oliveira, o secretário de Agricultura do Município de Taperoá, Antônio Lázaro Miranda, o vereador do município, Laércio Miranda, e o assessor especial da Sema, Pedro Tojo o tema foi discutido para que sejam traçadas estratégias que abarquem os municípios que compõem a Costa do Dendê. “É um produto conhecido nacionalmente, com singularidade e saber intrínsecos no método de sua produção, que está atrelado à cultura baiana e sua culinária tradicional. Mas, é necessário reunir os diversos atores sociais, produtivos, e também os empreendedores e gestores, formando uma rede de diálogo e de cooperação técnica para que possamos avançar nesse objetivo comum”, defendeu o secretário de meio ambiente.
Na ocasião, o secretário de Agricultura de Taperoá, disse que há cerca de cinco anos a situação se agravou no município, com a falta de assistência técnica para os pequenos agricultores, o envelhecimento dos produtores tradicionais.“Precisamos garantir assistência técnica a essas famílias agrícolas, fortalecendo a cadeia produtiva do dendê e retomando nossa cultura tradicional. Paralelo a isso, precisamos urgentemente potencializar o poder de comercialização do nosso produto. Nesse sentido, a Indicação Geográfica é uma certificação que potencializa o negócio e garante rentabilidade para os produtores. Por isso, estamos articulando com o poder público e parceiros, como a Associação Nacional das Baianas de Acarajé. Só na Bahia são quatro mil baianas associadas, que estão comprando o azeite no mercado a 25 reais o litro, uma situação inaceitável”, afirmou Lázaro.
De acordo com a Sema, a situação da baixa produção do produto no Estado pode levar a uma crise no abastecimento de dendê no mercado. Para tentar driblar a baixa, a Sema informou que o governo postergou o pagamento do ICMS nas importações do óleo de palma pelas indústrias da Bahia. O decreto 20.137 foi publicado no Diário Oficial de ontem (08), e atendeu a uma solicitação feita por produtores e da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau e Receptivo (Abam).
