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SAJ: Prefeitura tenta comprar mais de R$ 1 mi em cloroquina, mas licitação fracassa

Por Glauber Guerra / Lula Bonfim

SAJ: Prefeitura tenta comprar mais de R$ 1 mi em cloroquina, mas licitação fracassa
Foto: Divulgação

A prefeitura de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, tentou adquirir os medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina através de pregão eletrônico. Entretanto, a licitação foi declarada deserta no dia 30 de abril, pela falta de interessados na venda dos produtos. O valor total da compra estava estimado em R$ 1,122 milhão.

 

Apesar de estudos científicos afirmarem que a cloroquina e hidroxicloroquina não possuem eficácia no combate à Covid-19, foi a segunda vez - sem sucesso - que a gestão de SAJ tentou comprar os medicamentos, defendidos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para o tratamento da doença.

 

A revista científica internacional “Jama” relatou que um estudo com 81 pacientes de Covid-19 estava sendo realizado em Manaus-AM. Um grupo recebeu uma dose alta e outro uma dose baixa de cloroquina, combinada a antibióticos. Depois de seis dias, 11 pacientes que receberam a dose alta morreram e o estudo acabou abortado.

 

Além disso, em 21 de abril, o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, contou que o médico Gilmar Calazans Lima, que faleceu em Ilhéus, usou hidroxicloroquina e azitromicina para tratar do coronavírus e apresentou um mal súbito como efeito colateral da medicação (veja aqui).

 

A cloroquina foi sintetizada em 1934 e ficou famosa ao ajudar no tratamento da malária, enquanto a hidroxicloroquina, uma versão mais aprimorada e menos tóxica, foi desenvolvida em 1946, sendo utilizada até hoje no tratamento de doenças autoimunes, como artrite, reumatoide e lúpus.