Feira: Sindicato informa que 293 rodoviários serão demitidos de empresas de ônibus
Foto: Reprodução / Acorda Cidade

As duas empresas de ônibus que operam o sistema de transporte de Feira de Santana, Rosa e Viação São João, estariam demitindo 293 funcionários. Isso é o que informou o presidente do sindicato dos rodoviários da cidade. De acordo com ele, um dos proprietários das empresas ligaram para ele dando conta da dispensa dos rodoviários. As concessionárias estaria passando por dificuldades financeiras. 


Atualmente, devido a algumas medidas para conter a proliferação do coronavírus, a frota de ônibus foi reduzida na cidade e está operando com 50%. De acordo com Alberto Nery, os proprietários justificam a demissão com a alegação de que não estão faturando o satisfatório para o pagamento da folha e outras despesas.


“O que a gente vê nos meios de comunicação é que os ônibus estão andando lotados e mesmo assim eles dizem que não tem dinheiro para pagar. Da nossa parte não tem concordância e vamos tomar as medidas possíveis para a continuidade do emprego dos nossos colegas. Até aqui temos sido parceiros com a empresa, aderimos a medida que permitiu as empresas anteciparem as férias dos trabalhadores e o terço das férias só será pago em dezembro, também aderimos a medida que permite que a empresa pague apenas 30% do salário e o governo federal vai pagar 70% de complemento, então fizemos tudo que foi possível no sentido de que a empresa possa continuar operando sem demissões”, afirmou o presidente ao Acorda Cidade.

 

O presidente do sindicato informou ainda que ligou para prefeito Colbert Martins Filho (MDB) para falar sobre a dificuldade que estava ocorrendo no pagamento da folha do dia 20 de abril e que o prefeito contribuiu para que pudesse pagar, mas que agora os rodoviários foram surpreendidos com esse comunicado de demissão.

 

Para tentar resolver o problema, Nery disse que está entrando com um pedido de liminar para que sejam suspensas as demissões na Justiça do Trabalho e que vai comunicar ao prefeito e ao Ministério Público do Trabalho. De acordo com ele, se não for encontrada uma alternativa para que possa suspender as demissões, os rodoviários podem parar as atividades por tempo indeterminado.

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