Terça, 09 de Julho de 2019 - 19:30

Vereadores de Santo Amaro pedem CPI contra prefeito por corrupção

por Bruno Leite

Vereadores de Santo Amaro pedem CPI contra prefeito por corrupção
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Um grupo formado por cinco vereadores de Santo Amaro, no Recôncavo baiano, protocolou ontem (8), um requerimento para que seja constiuída pela Câmara Municipal, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no pagamento de notas fiscais emitidas pela empresa Duo Decor e Eventos. Os beneficiários seriam o prefeito do município, Flaviano Bomfim (PP), o secretário de finanças, Valdemiro da Paixão Rocha Neto e Marília Rocha das Neves, secretária de ação social. 

 

O requerimento diz que Valdemiro e Marília seriam amigos da proprietária da empresa e que “através das informações levantadas percebe-se que existem indícios que a empresa Carla Mendes Romano – ME funcionava como uma espécie de laranja, sendo os agentes políticos beneficiários”. O desvio de recursos públicos pode ter superado R$ 300 mil em pagamentos de notas fiscais frias. 

 

De acordo com o documento, “várias notas fiscais emitidas pela empresa Carla Mendes Romano – ME, vencedora do pregão presencial número 087/2017, e pagas pelo município não comprovam a ocorrência dos serviços através de relatórios ou outros documentos afins”. Três pagamentos são citados no texto, o de um evento realizado no CRAS do bairro Trapiche de Baixo, no valor de R$ 4.555,00; uma nota faturada para cobrir o serviço de buffet dos festejos juninos no bairro de Caixa D'água nos anos de 2017 e 2018; e o pagamento, em fevereiro de 2018, de R$ 51.799,00 relativos ao buffet dos três dias da Festa de Nossa Senhora da Purificação.

 

Jeronildo Sanches (PT), um dos vereadores que assinam o requerimento, disse ao Bahia Notícias que "há suspeitas de que a dona da empresa seria sócia de Valdomiro e que a licitação foi direcionada para beneficiar a empresa de Carla Romano".

 

Procurada, a dona da empresa, Carla Romano disse desconhecer de qual contrato está sendo acusada pelos edis. Segundo ela, "os vereadores vão ter que provar o que estão falando. Na hora de comer todos sabem me ver, depois eu sou acusada de ser laranja. Isso o que estão fazendo se trata de politicagem, querem se promover para ganhar eleição".

 

Em fevereiro, o contrato com a Duo Decor e Eventos foi rescindido após denúncias. Um mês depois, em maio, Flaviano Bomfim foi intimado pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) a prestar esclarecimentos relativos aos pagamentos feitos no exercício de 2017 para este mesmo contrato e sobre uma denúncia de prática de nepotismo com a nomeação de uma outra envolvida no pedido de CPI, Marília Rocha das Neves.

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