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Professora sustenta que os municípios precisam discutir questões étnico-raciais desde a creche

Por Clara Gibson

Professora sustenta que os municípios precisam discutir questões étnico-raciais desde a creche
Foto: Divulgação

Durante o estudo para sua tese de doutorado, a professora Edmacy Quirina ouviu uma criança negra se autodeclarar como “branca escura”. Levando adiante sua pesquisa a respeito das relações étnico-raciais na educação infantil, especificamente nas pré-escolas e creches municipais de Itapetinga, a professora fez um levantamento de mais de 10 instituições do município com o objetivo de observar como as crianças, no contexto da educação infantil, se identificavam em relação à cor.

 

Natural de Ibirapitanga e professora da Universidade Estadual do Sul da Bahia (Uesb), Edmacy estuda noções de representatividade e autorrepresentação no âmbito escolar. Em sua pesquisa, analisando o ambiente em que as crianças se encontram, a maioria delas negras, a professora notou instituições embranquecidas, chamadas pela pesquisa de escolas de “alma branca” que, segundo ela, acabam influenciando no modo como as crianças se enxergam. “Ela [a criança] chega na escola e se depara com um espaço todo decorado com desenhos de crianças de cabelos amarelos e bonecas do mesmo jeito, todo esse contexto leva a essa negação da sua cor e da sua identidade, porque na verdade é uma construção identitária”, afirmou a professora em conversa com o Bahia Notícias. Clique aqui e leia a entrevista completa.